Quanto cobrar por progressiva: faça a conta
Cobrar progressiva por um preço único é armadilha: o produto pesa diferente num cabelo curto e num longo, e o tempo de cadeira some do cálculo. Aqui você monta a conta por partes, tempo, produto por comprimento, taxa da maquininha e margem, com um exemplo pronto para você adaptar ao seu salão hoje mesmo.
Por que o preço único de progressiva é uma armadilha
Muita dona de salão coloca um número redondo na progressiva e pronto: "aqui é cento e cinquenta, qualquer cabelo". Parece prático, mas é onde o lucro vaza. A progressiva não é um serviço só. Ela muda de custo conforme o comprimento, e muda muito.
Num cabelo curto você gasta pouco produto e segura a cadeira por menos tempo. Num cabelo longo e cheio, você usa o dobro de produto e passa horas finalizando. Se o preço é o mesmo, você perde dinheiro no cabelo grande e, ao mesmo tempo, assusta a cliente de cabelo curto, que acha caro pagar o mesmo que a amiga de cabelo enorme. O preço único erra para os dois lados.
A saída é parar de olhar a progressiva como um valor fixo e enxergar como uma conta de partes. Você soma o tempo de cadeira, o produto por comprimento, a taxa da maquininha e a sua margem. No fim, transforma isso em faixas simples. Vamos por partes.
O tempo de cadeira entra na conta primeiro
Antes do produto, o que você vende é tempo. Uma progressiva ocupa a sua cadeira por horas, e durante esse período você não atende mais ninguém. Esse tempo precisa ter preço.
Descubra quanto vale uma hora da sua cadeira. Pegue o que você quer faturar no mês, divida pelas horas que você realmente atende e você chega num valor por hora. Se a progressiva de um cabelo médio leva três horas, são três horas que entram na conta. No cabelo longo pode ser quatro ou mais. É por isso que o tempo não pode ficar de fora: o cabelo grande custa mais tempo, e tempo é dinheiro parado.
O produto varia com o comprimento
Agora o produto. Aqui está a parte que quase todo mundo chuta, e chutar sai caro. Veja quanto custou o frasco e quantos mililitros ele rende. Divida o preço pelos mililitros e você tem o custo por mililitro.
Depois, estime quanto cada comprimento consome. O ideal é pesar algumas vezes para ter um número seu, não um palpite. Um cabelo curto pode usar bem menos de metade do que um longo gasta. Quando você multiplica o custo por mililitro pela quantidade de cada faixa, descobre que o produto sozinho já justifica cobrar diferente. Some a isso luvas, touca, o desgaste da prancha e o que mais você usa em cada aplicação.
Maquininha e margem: o que sobra de verdade
Faltam duas peças que costumam ficar esquecidas e comem o lucro em silêncio. A primeira é a maquininha. Cada passada no cartão desconta um percentual seu. Se a cliente paga parcelado, o desconto é maior ainda. Calcule esse percentual e embuta no preço, para o que cai na sua conta ser o que você combinou receber, não um valor menor.
A segunda é a sua margem. Custo coberto não é lucro. Depois de somar tempo, produto e maquininha, você ainda precisa de uma folga que pague o aluguel, a luz, o seu descanso e o seu ganho. Sem margem, você trabalha o dia inteiro e não sobra nada no fim do mês.
Um exemplo de conta, do começo ao fim
Vamos montar uma progressiva de cabelo médio para você ver como a conta fica. Suponha que a sua hora de cadeira vale quarenta reais e o serviço leva três horas: cento e vinte reais de tempo. O produto desse comprimento gasta, digamos, trinta reais entre creme, luvas e touca. Até aqui, cento e cinquenta de custo.
Agora a margem. Você quer que sobre, então aplica a sua folga por cima do custo e chega, por exemplo, em duzentos e dez. Por último, a maquininha. Se ela desconta uma parte do que entra, você embute esse percentual e o preço final fecha em torno de duzentos e vinte. Para o cabelo curto você refaz a conta com menos tempo e menos produto, e para o longo, com mais. Pronto: três faixas, curto, médio e longo, cada uma com o próprio valor.
Como o Confirmaqui ajuda a cobrar o valor certo
Depois de montar as faixas, falta a parte de botar na agenda sem confusão. No Confirmaqui você cadastra cada faixa como um serviço, com a duração certa, então o cabelo longo já reserva mais tempo da cadeira e você não fica com buraco nem com fila em cima da hora.
E tem o ponto que mais protege a progressiva: por ocupar horas, uma falta derruba o seu dia inteiro. Com o sinal via Pix pedido antes de confirmar, a cliente deixa uma parte adiantada ao marcar, o que faz pensar duas vezes antes de sumir. O lembrete antes do horário reduz o esquecimento. Assim você cobra o valor que calculou, enche a cadeira com quem aparece e para de perder dinheiro em preço único.
Perguntas frequentes
Por que o preço único de progressiva não fecha a conta?
Porque o custo muda com o comprimento. Um cabelo curto gasta pouco produto e ocupa menos tempo de cadeira, enquanto um longo gasta o dobro e segura a cadeira por horas. Preço único faz você perder no cabelo grande e espantar o cabelo pequeno.
Como calculo o custo do produto por cabelo?
Veja quanto você pagou pelo frasco e quantos mililitros ele rende. Divida o preço pela quantidade para achar o custo por mililitro. Depois pese ou estime quanto cada comprimento consome. Assim você sabe o custo real de cada aplicação, não um chute.
Devo passar a taxa da maquininha para o cliente?
Você pode embutir a taxa no preço em vez de somar na frente da cliente. Calcule o percentual que a maquininha desconta e inclua no valor final, para o que entra na conta ser o que você combinou receber.
Quanto tempo a progressiva costuma durar antes de retocar?
Varia bastante com o tipo de cabelo, os cuidados em casa e o produto usado. Algumas fontes indicam alguns meses, mas o retorno muda de pessoa para pessoa. Combine o acompanhamento com a cliente em vez de cravar um prazo fixo.
Vale a pena ter preço fechado por faixa de comprimento?
Sim. Monte três faixas, curto, médio e longo, cada uma com o próprio valor. Fica simples de divulgar, a cliente entende e você não precisa recalcular do zero a cada atendimento.