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SalãoPor Equipe Confirmaqui6 min de leitura

Quanto cobrar coloração por comprimento

Cobrar o mesmo valor de coloração para qualquer cliente parece justo, mas o cabelo longo consome muito mais tinta e muito mais tempo na cadeira. Neste texto você aprende a pesar o produto por grama, cronometrar o serviço e montar faixas de preço por comprimento, para parar de perder dinheiro em cada aplicação.

Por que o preço único de coloração sai no prejuízo

A coloração é o serviço em que mais gente perde dinheiro sem perceber. Você coloca um valor só na tabela, do tipo "coloração: um preço fechado", e cobra igual da cliente de cabelo curto e da de cabelo na cintura. Parece justo e parece simples. Só que não é o mesmo trabalho. O cabelo longo bebe tinta: onde um cabelo curto gasta uma bisnaga, o longo gasta duas, três, às vezes quatro. E não é só o produto. O tempo de aplicação dobra, a pausa continua a mesma, e a cadeira fica ocupada muito mais tempo pelo mesmo dinheiro.

No fim do mês, as clientes de cabelo comprido são as que dão menos lucro, e você nem enxerga, porque o número fica escondido dentro de uma média. Resolver isso não é cobrar caro de todo mundo. É parar de cobrar o mesmo por serviços que custam diferente. Para chegar lá, você precisa de dois números que quase ninguém mede: quanto de tinta cada comprimento gasta e quanto de tempo cada um toma.

Pese a tinta: o custo por grama

Compre uma balança de cozinha digital, dessas simples e baratas. Antes de começar a coloração, pese o pote vazio. Depois de preparar a mistura, pese de novo e anote quantos gramas de tinta mais oxidante você usou de verdade. Faça isso por uma ou duas semanas, separando as anotações por comprimento de cabelo. Em pouco tempo você tem a média real: cabelo curto gasta um tanto, médio gasta outro, longo gasta bem mais.

Agora o custo em dinheiro. Pegue o preço da bisnaga de tinta e divida pela gramatura dela para achar o preço por grama. Faça o mesmo com o oxidante. Multiplique esse preço por grama pela média que você pesou em cada comprimento. É aqui que a conta abre os olhos: a cliente de cabelo longo não gasta "um pouco mais" de produto, ela gasta o dobro ou o triplo. Esse custo tem que entrar na conta antes de pensar em qualquer lucro.

Cronometre o tempo na cadeira

Produto é metade da história. A outra metade é tempo, e tempo é o que você vende de verdade. Cronometre, nas mesmas semanas, quanto demora a aplicação em cada comprimento, da primeira mecha até enxaguar. Cabelo longo não leva só mais tinta: leva mais tempo para separar, aplicar mecha por mecha e lavar. Enquanto você passa o dobro do tempo numa cliente, deixa de atender outra.

Para transformar tempo em dinheiro, use o seu custo por hora de trabalho, que é a base de toda a tabela do salão. Se você ainda não tem esse número fechado, vale parar e montar antes, porque a coloração depende dele. Com o custo por hora na mão, multiplique pelo tempo médio de cada comprimento e você sabe quanto a cadeira custou em cada caso.

Monte as faixas por comprimento

Com os dois números prontos, fica fácil criar faixas claras. Três costumam dar conta da maioria dos salões. Curto vai até a altura do ombro. Médio vai do ombro até a altura dos seios. Longo é abaixo disso. Se o seu público tem muita cliente de cabelo bem comprido, crie uma quarta faixa, extra longo, em vez de improvisar na hora. Evite passar de quatro faixas, porque aí confunde a cliente e confunde você também.

Dê nome e valor a cada faixa na tabela, sem medo. "Coloração curto", "coloração médio", "coloração longo", cada uma com seu preço. Quando a cliente pergunta por que o dela é mais caro, você já tem a resposta pronta: mais tinta, mais oxidante e o dobro de tempo de cadeira. Preço com motivo é preço que a cliente aceita.

A conta final, passo a passo

Junte tudo em cada faixa. Primeiro, o custo do produto que você pesou. Depois, o custo do tempo, que é o seu custo por hora vezes o tempo médio daquele comprimento. Some os dois e você tem o custo real do serviço. Em cima desse custo, aplique a margem de lucro que você quer para o salão. O resultado é o preço justo daquela faixa.

Faça a conta para curto, médio e longo, uma de cada vez. Você vai ver que a diferença entre a faixa curta e a longa é grande, e tudo bem que seja: ela reflete o trabalho e o gasto reais. Revise esses números sempre que o preço da tinta subir ou que você trocar de marca. Algumas profissionais refazem a cada três ou quatro meses, para a tabela nunca ficar velha enquanto o custo já subiu.

Deixe a faixa clara na hora de agendar

Depois de montar as faixas, falta a cliente escolher a certa antes de sentar na cadeira. É aí que a sua página de agendamento ajuda. No Confirmaqui, cada faixa de coloração entra como um serviço separado, com a duração de verdade e o preço da faixa. A cliente escolhe o comprimento dela, vê quanto tempo o serviço leva e paga o sinal via Pix antes de confirmar. Assim você reserva o bloco de cadeira certo para um cabelo longo, não fica com buraco na agenda, e a cliente já chega sabendo o valor. O lembrete sai sozinho perto do horário, e você entra na coloração com a conta certa desde o começo.

Perguntas frequentes

Por que não cobrar um preço único de coloração para todo mundo?

Porque o custo não é o mesmo. Cabelo longo consome o dobro ou o triplo de tinta e ocupa a cadeira muito mais tempo. No preço único, a cliente de cabelo comprido sai saindo quase de graça e a de cabelo curto paga caro demais. Separar por comprimento deixa cada valor justo com o trabalho real.

Como sei quanto de tinta cada comprimento gasta?

Com uma balança de cozinha digital. Pese o pote vazio, prepare a mistura, pese de novo e anote os gramas por comprimento durante uma ou duas semanas. Você monta a média real de curto, médio e longo e para de chutar.

Quantas faixas de comprimento devo criar?

Três costumam dar conta: curto, até a altura do ombro, médio, até os seios, e longo, abaixo disso. Se o seu público tem muito cabelo muito longo, vale uma quarta faixa extra longa. Mais faixas do que isso confundem a cliente e você.

E se a cliente achar o preço da faixa longa alto?

Mostre o motivo com calma: mais tinta, mais oxidante e o dobro de tempo na cadeira. Quando a cliente entende que está pagando pelo trabalho e pelo produto que o cabelo dela pede, a conversa muda. Preço explicado é preço aceito.

Preciso refazer a conta com que frequência?

Sempre que o preço da tinta subir ou que você mudar de marca. Algumas profissionais revisam a cada três ou quatro meses. O importante é não deixar a tabela velha enquanto o custo do produto já subiu, senão a margem some sem você ver.

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