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EstéticaPor Equipe Confirmaqui5 min de leitura

Como precificar procedimento estético por sessão

O preço de uma sessão de estética não é só o insumo: é o tempo de sala, a parte do aparelho que você gasta a cada atendimento, o buraco que uma falta abre na agenda e a sua margem. Veja a conta com um exemplo, para não vender no prejuízo.

O que entra na conta de uma sessão

O preço de um procedimento estético tem quatro partes, e quase todo mundo lembra só de uma, o insumo. As quatro são: o tempo que a sessão ocupa a sua sala, o insumo gasto nela, a fatia do aparelho que aquele atendimento consome e o custo das faltas. Sobre a soma disso entram o que você separa para o imposto e a sua margem. Vender só em cima do insumo é trabalhar de graça no resto.

O tempo de sala funciona como em qualquer atendimento: some o custo fixo do mês (aluguel, luz, o seu pró-labore, limpeza, contador, as parcelas) e divida pelas horas que você de fato tem sala disponível, com uma ocupação honesta. Se dá, por exemplo, R$ 90 por hora de sala, uma sessão de 50 minutos carrega cerca de R$ 75 só de sala, antes de qualquer outra coisa.

O aparelho: como diluir o valor em cada sessão

Esta é a parte que some das contas simples e volta como susto. Um aparelho tem um preço e uma vida útil: ele faz um número de sessões e um dia precisa de manutenção ou troca. Se cada sessão não devolver um pedaço do que ele custou, a reposição sai do seu bolso lá na frente.

A conta é direta. Pegue o valor do aparelho e divida pelo número de sessões que você espera fazer com ele até a troca. Um exemplo ilustrativo: um aparelho de certo valor que faça algumas milhares de sessões ao longo da vida devolve poucos reais por sessão. Parece pouco, mas é o que paga o próximo aparelho sem tirar do caixa. Some esse valor ao custo da sessão.

O insumo por atendimento

Depois do tempo e do aparelho, o insumo: o que a sessão gasta de fato, do descartável ao produto específico do procedimento. Some por sessão, sem chutar. Procedimentos diferentes gastam insumos diferentes, e é isso que faz um custar mais que o outro.

Anote o custo de cada item e quanto você usa por sessão. Não precisa ser perfeito, precisa ser honesto. Com o tempo de sala, a fatia do aparelho e o insumo na mão, você tem o custo real de cada procedimento, e não uma estimativa que o caixa desmente no fim do mês.

O custo das faltas

A falta é um custo que raramente aparece no preço, e devia. Quando a cliente não vem, a sala, a luz e o seu tempo continuam custando, e aquele horário não rende nada. Se faltas são comuns no seu dia a dia, elas são um custo real do negócio: ou entram no preço de quem comparece, ou você trabalha para cobrir o buraco que elas abrem.

O melhor caminho não é só embutir no preço, é reduzir a falta. Pedir um sinal na hora de reservar faz a cliente pensar duas vezes antes de não aparecer, e quando ela falta, o sinal cobre parte do horário perdido. Agenda com sinal falta menos, e a conta fecha com mais tranquilidade.

Preço, margem e desconto de pacote

Junte o tempo de sala, a fatia do aparelho, o insumo e a parcela das faltas para achar o custo da sessão. Esse é o chão: cobrar esse valor é trabalhar de graça, e abaixo dele é pagar para atender. Sobre o custo entram o que você separa para o imposto, que você confirma com o contador, e a margem, que é o seu lucro e o que financia o próximo aparelho e o imprevisto.

O pacote de sessões merece um desconto, porque te garante a agenda e o compromisso da cliente. Mas o desconto sai da sua margem de propósito, com você sabendo o quanto abre mão, e a sessão avulsa mantém o preço cheio. Monte cada procedimento e cada pacote como itens, com a duração e o preço, e você enxerga quanto cada um rende por hora de sala.

Quando revisar

Preço de estética não é para sempre. Quando o insumo encarece, você troca de aparelho ou os horários bons vivem lotados, é hora de rever. Refaça a conta da hora a cada poucos meses; se o custo subiu, o preço acompanha, senão a margem derrete e com ela o dinheiro da reposição.

Para reajustar sem assustar, avise com alguns dias de antecedência, suba um valor que a conta justifique e comece pelos horários mais disputados. E tenha os seus procedimentos, as durações e os pacotes organizados num lugar só, com a cliente marcando pelo procedimento e pela duração certos; fica mais fácil medir o que cada um rende e decidir o próximo ajuste com número na mão.

Perguntas frequentes

Por que incluir o preço do aparelho em cada sessão?

Porque o aparelho tem vida útil e um dia você troca. Se cada sessão não devolver uma fatia do que ele custou, o dinheiro da reposição sai do seu bolso quando chega a hora. Diluir o valor do aparelho pelo número de sessões que ele faz é o que mantém a conta honesta.

Como a falta entra no preço?

A sala, a luz e o seu tempo continuam custando quando a cliente não vem. Se faltas são comuns, elas são um custo real que precisa estar no preço de quem comparece, ou você trabalha para cobrir o prejuízo dos que faltaram. Pedir um sinal na reserva reduz a falta e protege a agenda.

Devo cobrar a sessão avulsa mais cara que a do pacote?

Faz sentido: o pacote te garante a agenda cheia e o compromisso da cliente, então um desconto no pacote é justo. Mas ele sai da sua conta de propósito, com você sabendo quanto está abrindo mão, e a sessão avulsa fica com o preço cheio.

De quanto em quanto tempo revejo os preços?

Sempre que o insumo encarece, você troca de aparelho ou a agenda vive cheia nos horários bons. Refaça o custo da hora a cada poucos meses; se subiu, o preço acompanha. Avise com antecedência e comece pelos horários mais disputados.

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